terça-feira, 19 de abril de 2011

Filosofia com Alegria

Filosofia com alegria

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nosso idioma, o português, é considerado uma língua latina por ser derivado do latim, antiga língua do Império Romano. Também por isso chamamos de América Latina, a parte do continente americano composta por países onde as línguas oficiais são originadas do latim: português, espanhol e francês. O fato de usarmos uma língua latina nos obriga a recorrer ao latim para redescobrirmos o sentindo de algumas palavras, cujo uso cotidiano acaba ocultando ou confundindo.

Assim, a palavra alegria deriva do latim alacer ou alacris, que para além do sentido imediato de alegre, significa também vivo, esperto, ardente, cheio de entusiasmo ou ardor, características próprias da infância ou da juventude e que agora queremos aproximar da Filosofia.

À primeira vista isso parece difícil, pois a imagem que a Filosofia construiu na modernidade parece não rimar com alegria. Hoje no Orkut temos 46 comunidades relacionados com a busca “eu odeio Filosofia”. A maior delas, conta com a participação de mais de 1800 membros.

Já para “eu amo Filosofia”, surgem 46 comunidades, mas com menos participantes, a maior delas com 757. É fácil notar também que entre esses amantes da Filosofia, grande parte a encara de forma muito diversa, a primeira comunidade, por exemplo, está classificada como "religiões e crenças", ou seja, muito distante do que a Filosofia tenta produzir desde sua origem. Também é possível perceber a Filosofia como modo de vida ligado a um ritmo musical como na comunidade “Eu amo Filosofia reggae”.

É fácil concluir que entre os internautas é mais comum encontrar sentimentos de ódio do que de amor a Filosofia. Provavelmente as pessoas que desenvolveram este tipo de sentimento tiveram experiências desmotivantes com a Filosofia em alguma instituição de ensino. Por isso temos as comunidades “eu odeio aula de Filosofia” ou “eu odeio meu prof de Filosofia”.

O fato é que este incômodo com a Filosofia pode indicar duas coisas. Primeiro, houve um contato com a Filosofia, mas se permaneceu no seu “gosto amargo”, como quando ela destrói nossas certezas e não conseguimos colocar nada no lugar. Segundo, e mais provável, não houve contato com a Filosofia, mas com métodos e estratégias que colocaram para os alunos objetivos impenetráveis, distantes, muitas vezes reduzidos a reprodução de sua história.

O mesmo ocorre com uma série de outros conhecimentos muito mais odiados do que a Filosofia. A campeã da cólera estudantil, é claro, é a Matemática, mas os internautas odeiam mais a Educação Física, Português, Física, Química, História e Geografia do que a Filosofia.
Quem faz isso? A própria escola moderna com seus jogos de verdades e poderes.

Mas existe uma certa contradição em se falar de ódio à Filosofia. A etimologia, estudo da origem da palavra grega philosophia mostra isso, pois philo quer dizer amor e sophia, sabedoria. Amor à sabedoria é uma relação de atração pelo saber, uma relação que proporciona prazer e alegria. Portanto se alguém pensa que odeia a Filosofia ainda não foi apresentado a ela, mas a alguma coisa mascarada de Filosofia. Está confundindo a Filosofia com a didática do professor, com a dificuldade de um texto repleto de palavras estranhas, com as exigências das avaliações, com as práticas que se exercem nas escolas.

Há quem pense ser a Filosofia algo impossível para pessoas pouco instruídas, crianças e jovens e por isso mesmo sempre a apresentam estendendo uma mão fria, como quem conta uma história de terror. Quem procede assim é porque criou certa relação com ela e acredita que todos terão essa mesma impressão. No entanto, a experiência com Filosofia sempre produz novidades, singularidades, diferenças, mas principalmente alegria e nada mais atual do que as palavras do filósofo francês Michel de Montaigne que percebia esse nosso problema já no século XVI:

Um comentário:

  1. Eu como todos que leram o texto achei muito interessante que hoje em dia na nossa idade quando se fala em filosofia já vem em mente um medo de saber, se gosta ou não da danada FILOSOFIA.
    Eu conheço pessoas, amigos até que são induzidos de algum modo fazer coisas que não gosta e deixar de gostar das que gosta para entrar num grupo de amigos que não gostam das mesmas coisas que essa pessoa gosta. Más ai eu me pergunto quando vejo isso, oque se passa na mente dessas pessoas a entrarem em um lugar que não gostam do que você gosta ?
    Eu me sentiria muito mal com isso, pois eu não vou deixar de gostar de filosofia para entrar em um grupo de ''AMIGOS''.
    Agora tem uma coisa que o texto construi que foi juntar filosofia com alegria, foi a melhor combinação que já pode existir. Agora oque é filosofia com alegria?. Pra mim FILOSOFIA é amar a sabedoria , e ALEGRIA é rir de piadas , confraternizar com os amigos e familiares , e rir de fotos que na verdade são as melhores lembranças de todas , etc...
    E é por isso que eu acho que foi uma combinação perfeita e é também isso que o nosso professor Arlindo passa para nós , AMAR A FILOSOFIA , MÁS COM ALEGRIA.
    NOME: Pedro Túlio
    TURMA:1V8
    ESCOLA: Renato Pacheco

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